Verdadeiro Rei do Gado ostenta rebanho com mais de 240 mil bovinos no Brasil

A trajetória de Roque Quagliato na pecuária

Roque Quagliato, amplamente reconhecido como o “Rei do Gado”, é uma figura proeminente no segmento da pecuária brasileira. Sua jornada no setor começou em 1973, quando decidiu se mudar de Ourinhos, uma cidade no interior de São Paulo, para a vasta região amazônica. À época, o governo militar incentivava a ocupação da Amazônia, criando oportunidades que facilitaram a aquisição de terras. Desde então, Quagliato não só se estabeleceu, mas também começou a implementar técnicas de modernização e manejo avançado em suas propriedades.

Transformação de Sapucaia em um complexo agropecuário

Hoje, Roque é proprietário de uma vasta quantidade de propriedades no Pará, formando o Grupo Rio Vermelho, que se tornou um dos maiores complexes de criação de gado de corte do país. Sob sua liderança, Sapucaia se transformou em um centro agropecuário de referência, com uma criação de gado que ultrapassa 240 mil cabeças. O compromisso de Quagliato em alavancar a pecuária moderna destaca-se não apenas pelo volume, mas também pelo foco em práticas sustentáveis.

Impacto econômico da criação de gado

O impacto econômico gerado pela criação de gado no grupo de Quagliato não pode ser subestimado. Com sua vasta operação, ele estabeleceu uma cadeia produtiva que fomenta o crescimento do setor rural no Brasil. A influência dele vai desde a geração de empregos diretos nas fazendas até o fornecimento de carne a grandes redes de distribuição, como o Pão de Açúcar, que adquire cerca de 12% de sua carne através do Grupo Rio Vermelho.

Rei do Gado

Sustentabilidade na pecuária moderna

A sustentabilidade é uma parte fundamental da filosofia de manejo do Grupo Rio Vermelho. Quagliato entende que, para manter a competitividade e a produtividade de suas operações, é essencial alinhar as práticas de criação com as necessidades ambientais. A adoção de políticas que respeitam a vegetação nativa e a biodiversidade local traz benefícios não apenas para a natureza, mas também para a imagem pública do negócio, que se apresenta como responsável e consciente.

Integração Lavoura Pecuária: o que é?

A Integração Lavoura Pecuária (ILP) é uma estratégia que combina a produção agrícola e a pecuária em uma mesma área, permitindo um uso mais eficiente da terra. Essa integração oferece o benefício de aumentar a produtividade e a rentabilidade das fazendas, sem a necessidade de ampliar a área cultivada, ajudando a preservar o meio ambiente. A ILP permite que o gado pastoreie em áreas de grãos e vice-versa, permitindo um ciclo produtivo que se retroalimenta.



Práticas ambientais do Grupo Rio Vermelho

Além da ILP, o Grupo Rio Vermelho se destaca por suas iniciativas ambientais, que incluem a recuperação de áreas degradadas e a criação de faixas de vegetação. Essas medidas não apenas cumprem as legislações ambientais, mas também beneficiam a fauna e flora local. O cuidado com o ecossistema se reflete em uma gestão responsável, que visa o equilíbrio entre produção e preservação.

Resultado do rebanho: índice de natalidade

Um dos fatores que demonstram o sucesso do manejo no Grupo Rio Vermelho é o impressionante índice de natalidade que alcança cerca de 90%. Isso é resultado de um trabalho rigoroso na área de nutrição e saúde animal. Investimentos em genética e cuidados veterinários garantem que o rebanho esteja saudável e produtivo, fatores críticos para a sustentabilidade a longo prazo das operações.

Como a carne de Quagliato abastece grandes redes

O fornecimento de carne proveniente do rebanho de Quagliato não apenas garante a qualidade, mas também estabelece um padrão no mercado. Com uma cadeia de produção sólida e práticas que cumprem rigorosos padrões de qualidade, as carnes produzidas pelo Grupo Rio Vermelho se tornam preferidas por grandes redes supermercadistas. Isso não apenas beneficia os consumidores finais, mas também traz reconhecimento ao trabalho e à visão do grupo.

Negociações rurais e expansão de propriedades

Recentemente, o Grupo Rio Vermelho fez movimentos estratégicos no mercado de propriedades agrícolas, destacando-se na aquisição das fazendas Espírito Santo e Castanhal, localizadas em Xinguara, no Pará. Esses novos hectares somam 27 mil, trazendo a área total das propriedades do grupo para mais de 100 mil hectares, o que é impressionante, considerando que equivale a cerca de metade da cidade de São Paulo. Esse crescimento é um sinal não apenas do sucesso do grupo, mas também de sua ambição e visão para o futuro.

O futuro da pecuária de corte no Brasil

O futuro da pecuária de corte no Brasil, conforme a trajetória de Quagliato e seu grupo, parece promissor, mas é essencial que essa expansão e sucesso estejam aliados a práticas sustentáveis e responsáveis. O exemplo do Grupo Rio Vermelho serve como um modelo para futuros empreendedores no setor, mostrando que é possível conciliar crescimento econômico e respeito ao meio ambiente. O desafio contínuo será garantir que a produtividade não ocorra à custa do nosso planeta, e sim, em harmonia com ele.



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