O Governo do Pará entregou em 20 de outubro de 2026 o serviço de radioterapia do Hospital Regional Público de Castanhal (HRPC). A novidade amplia a oferta de tratamento oncológico na região.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), os equipamentos foram garantidos em parceria com o Governo Federal. Antes da implantação, a radioterapia dos pacientes atendidos pelo hospital era oferecida em outra instituição.
O HRPC atende moradores de 38 municípios do nordeste paraense. A unidade contabilizava 830 pacientes em tratamento oncológico ativo, conforme os dados divulgados pela Sespa.

A entrega integra a descentralização dos serviços de oncologia no Pará e reduz a necessidade de buscar radioterapia fora do HRPC. O novo serviço passa a compor a assistência oncológica oferecida pelo hospital em Castanhal.
Equipamento e investimento na implantação do serviço
A implantação da radioterapia no Hospital Regional Público de Castanhal (HRPC) recebeu investimento de quase R$ 12 milhões, segundo a governadora do Pará, Hana Ghassan. Os recursos foram destinados à estruturação do serviço no hospital.
O atendimento será feito com o acelerador linear Halcyon, equipamento de alta performance usado em centros de tratamento radioterápico no país. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), a tecnologia permite tratamentos modernos, precisos e mais rápidos para usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Com a instalação do equipamento, o HRPC passa a oferecer radioterapia em Castanhal como serviço próprio. A unidade já mantinha uma ala de oncologia com outros atendimentos, entre eles a quimioterapia, conforme informou o titular da Sespa, Ualame Machado.
Capacidade de atendimento e cobertura regional
A capacidade operacional estimada do serviço é de 40 pacientes por dia, com até 920 sessões mensais, de acordo com as informações do HRPC. A Sespa afirma que essa estrutura amplia a oferta de tratamento na região nordeste do Pará.
Há duas estimativas de volume mensal na referência: Hana Ghassan mencionou cerca de 900 atendimentos de radioterapia, enquanto os dados operacionais do hospital indicam capacidade para 920 sessões. A governadora também afirmou que a ampliação contribui para desafogar o Hospital Ophir Loyola, em Belém.
Manoel Soares, agricultor de 73 anos que trata um nódulo, está entre os primeiros pacientes previstos para receber o atendimento. Ele relatou satisfação por poder fazer a radioterapia em Castanhal e não precisar se deslocar até Belém para esse tratamento.
Assistência oncológica oferecida pelo HRPC
Desde a implantação do perfil oncológico, em 2023, o Registro Hospitalar de Câncer (RHC) contabilizou 2.135 casos novos diagnosticados no HRPC, segundo a Sespa. O hospital também registra e monitora informações oncológicas para organizar e qualificar os atendimentos.
A assistência inclui consultas em especialidades cirúrgicas, oncologia clínica e oncohematologia, além de exames laboratoriais e de imagem usados no diagnóstico e no estadiamento do câncer. Entre as áreas ambulatoriais citadas pelo hospital estão mastologia, oncoginecologia, cirurgia torácica, urologia e cuidados paliativos.
Além de cirurgias oncológicas e quimioterapia, o HRPC oferece imunoterapia, braquiterapia, iodoterapia e, com o novo serviço, radioterapia. A unidade também disponibiliza hemodiálise, hemodinâmica e mais de 30 tipos de exames e tratamentos pelo Serviço de Apoio Diagnóstico Terapêutico, incluindo biópsias, tomografia e ressonância magnética.
A diretora-geral do HRPC, Patrícia Hermes, afirmou que concentrar os cuidados oncológicos no hospital permite atender pacientes que antes precisavam buscar serviços na região metropolitana de Belém. Ela relacionou a disponibilidade local à possibilidade de realizar o tratamento em tempo oportuno, conforme as necessidades da oncologia.


