Gestão do Paysandu aposta em decisões de coragem

A gestão do Paysandu, presidida por Márcio Tuma, é descrita por Carlos Ferreira como marcada por decisões corajosas, em momento de possível reafirmação nas urnas. O comentário foi publicado em 30 de outubro de 2026.

A análise retoma a chegada da atual direção após a renúncia de Roger Aguilera, quando o clube estava rebaixado e gravemente endividado. A Recuperação Judicial aparece como eixo da etapa seguinte da administração.

A coluna também aborda o futebol paraense e cita Paysandu e Remo, além de locais como o Mangueirão e o Baenão. As avaliações tratam de decisões administrativas e do desempenho esportivo dos clubes.

O texto ainda analisa Galeano, jogador do Remo, e menciona a derrota do Paysandu para o Palmeiras na Copa do Brasil sub-20. A publicação reúne observações sobre gestão, atletas e resultados em campo.

Paysandu enfrenta a etapa de execução da Recuperação Judicial

Segundo Carlos Ferreira, em 2026 o Paysandu teve como benefício da Recuperação Judicial a suspensão da pressão dos credores. A partir de 2027, porém, começam os compromissos assumidos perante a assembleia de credores e a Justiça, incluindo os primeiros pagamentos.

Na avaliação do colunista, as primeiras medidas do clube no futebol parecem arriscadas e fogem de padrões habituais. Ferreira observa que só o tempo permitirá avaliar se essa escolha da gestão do Paysandu será positiva ou negativa.

Outro aspecto citado é a estrutura decisória do futebol: informações mencionadas por Ferreira indicam que o novo executivo da área terá poderes restritos. O núcleo formado por dirigentes estatutários deverá controlar os processos, modelo que, segundo a análise, também reduz o risco de decisões isoladas do profissional.

O Centro de Treinamentos do Paysandu conta com dois campos em funcionamento, e um terceiro, de grama natural, está previsto para ficar pronto em breve. Um quarto campo, de grama sintética, ainda passa por terraplanagem; também estão em obras prédios para academia, serviços médicos, refeitório e auditório.



Galeano e outros destaques do futebol do Remo

Galeano teve dois lances criticados por Carlos Ferreira na Série A: contra o RB Bragantino e o Botafogo, chutou para a lateral quando tentava marcar. O colunista também aponta qualidades táticas do jogador, como recomposição, combatividade e intensidade a serviço do time.

Em 2025, pelo Ceará, o paraguaio marcou sete gols e deu três assistências em 38 jogos, desempenho que levou Léo Condé a querer contar com ele. O Remo adquiriu os direitos econômicos do atleta junto ao Mirassol; aos 26 anos, Galeano é descrito por Ferreira como maduro, mas abalado por não corresponder no clube azulino. Embora possa irritar parte da torcida, ele é considerado útil por Thiago Carpini e pelos companheiros, e a análise diz que precisa recuperar a confiança para conquistar crédito com os torcedores.

Leonel Picco foi titular e marcou o gol da vitória do Remo sobre o Botafogo, em uma partida acompanhada por familiares no Mangueirão. De acordo com Ferreira, o volante é elogiado no Baenão pela dedicação, humildade e companheirismo. O colunista também observa que Zé Welison, ao recuar para a zaga, reduz o espaço que Marlon precisa cobrir quando Marcelinho avança; ainda assim, o jogo aéreo segue como problema, com 25 dos 51 gols sofridos pelo Remo na Série A originados dessa forma.

Ferreira atribui ao Remo um alto custo pelas decisões de Marcos Braz após o acesso, citando a saída do técnico Guto Ferreira e contratações caras que considera desastrosas, como Carlinhos, Rafael Monti e Franco Catarozzi. O clube demitiu o dirigente para evitar problemas maiores. Na Copa do Brasil sub-20, o Palmeiras venceu o Paysandu por 3 a 0, resultado que deixou os bicolores perto da eliminação; a partida de volta estava marcada para 5 de novembro, às 17h30, em Belém.



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