As eleições do Paysandu e do Remo foram marcadas por campanhas tímidas e pouca discussão de projetos, segundo análise do jornalista Carlos Ferreira. A coluna foi publicada em 3 de novembro de 2026.
A votação dos associados do Paysandu ocorreu em 3 de novembro de 2026, enquanto a eleição azulina estava prevista para 8 de novembro. O texto aborda as disputas pelas presidências e pelos conselhos dos dois clubes.
Associados do Paysandu e do Remo, além dos candidatos às presidências, são os envolvidos na análise. Ferreira aponta que as escolhas eleitorais foram orientadas mais por nomes do que por propostas para os clubes.

A coluna também relaciona as decisões no Paysandu à crise administrativa e à Recuperação Judicial, cujo impacto deve pesar em 2027. O texto reúne ainda dados sobre artilheiros e movimentações de elenco de Remo e Papão.
Eleições no Paysandu e no Remo têm candidaturas de continuidade
No Paysandu, a disputa pela presidência teve candidatura única: Márcio Tuma, associado à continuidade da gestão. A análise de Carlos Ferreira separa a condução geral do clube da administração do futebol, sobre a qual aponta ressalvas.
No Remo, Glauber Pontes era apontado por Ferreira como favorito à presidência, também com uma proposta de continuidade. A candidatura de Gilmar Nascimento, pela oposição, não era vista pelo colunista como capaz de ameaçar essa preferência.
Nas eleições para os conselhos dos dois clubes, Ferreira observou que as escolhas poderiam se apoiar em relações pessoais, como amizade, pedidos de terceiros e retribuição de favores. Na avaliação do jornalista, esses critérios ganhavam espaço em detrimento da análise sobre quem teria mais a oferecer ao Paysandu ou ao Remo.
Crise do Paysandu e movimentações de elenco dos dois clubes
Ferreira descreveu o Paysandu como um clube em crise e afirmou que as decisões precisariam ser feitas com critério. A gestão geral lhe parecia bem encaminhada, mas a área específica do futebol recebia avaliação menos favorável. Em 2027, o regime de Recuperação Judicial começaria a pesar na administração, junto a uma cobrança maior por resultados em campo.
Os números de artilharia bicolor apresentados na coluna cobrem de 2017 a 2026: Bergson marcou 28 gols em 2017; Cassiano, 20 em 2018; Nicolas, 12 em 2019, 19 em 2020 e seis em 2021; Marlon, 16 em 2022; Mário Sérgio, 22 em 2023; Nicolas, 20 em 2024; Rossi, 12 em 2025; e Italo, 19 em 2026.
Sobre o elenco, Ferreira informou que Marcelinho tinha uma proposta oficial do Remo para renovar, mas o jogador e seu staff não haviam se manifestado. A avaliação da coluna era de que o atleta poderia vestir outra camisa em 2027. Nas quatro últimas temporadas, 31 jogadores estrangeiros teriam chegado a Leão e Papão, mas apenas dois tiveram contrato renovado: o uruguaio Yeferson Quintana e o camaronês Duplexe Tchamba.
Quintana, zagueiro de altos e baixos pelo Paysandu, trocou o clube pelo BG Pathum United, da Tailândia, em 2026; Tchamba, também defensor, seguiu no Remo após defender recentemente a seleção de Camarões. O Paysandu tentou renovar com o venezuelano Esli Garcia e o argentino Benjamin Borasi, sem sucesso. Entre os estrangeiros listados pelo colunista como reforços do Papão nas quatro últimas temporadas estão Bocanegra, Jorge Jiménez, Andrés D’Agostino, Robert Hernández, Stéfano Pinho, Novillo, Espinoza, Ramon Martinez, Cavalleri, Delvalle, Benitez, Artur Monteiro, Cazares, Yony González, Facundo Bonifazi e Nico Schiappacasse; na relação do Remo desde 2023 aparecem Richard Franco, Alvariño, Alan Rodríguez, Cantillo, Tachtsidis, Diego Hernandez, Nico Ferreira, João Pedro, Tassano, Cufré, Catarozzi, Picco, Galeano e Rafael Monti, além dos técnicos Gustavo Morinigo e Antônio Oliveira, seus assistentes e do preparador físico Gonzalo Llanos.


